o meu olhar para a música sertaneja pode ser um "jantar", que melhor é quando antropofagizamos tudo ::
meu povo, meu erro, e a escuridão do inconsciente para compreendermos mais acentuadamente tal conceito, porque (é óbvio) não se trata de comer literalmente alguém, mas sim de misturar-se ao sonho de outrem, por vias orgânicas, o que me exige navegar pela solução em água do dinamismo inerente ao saber humano colorido pela ancestralidade ::
saber de pedra, ouro, fruta sonhável obscura do mundo verde vegetal, a la índio, o perigo perfumado, e doce labirinto de se aproximar do mundo próximo, ao lado, fecundando o instante ::
doce rei do ritmo incandescente, animador, d'exu ((o exusíaco
resultados eficientes podem ser obtidos em torno da velha questão sobre o outro, desde que a percepção sobre os resultados não sejam da ordem dos salvacionismos tão recorrentes ao longo de toda a trajetória humana ::
((anotei sentidamente esse tratadinho em um dia em que tive outra disposição, além da corriqueira, para escutar o mito do sertanejo, marília mendonça ))
qual talvez a grande base da percepção antropofágica? ::
um enorme interesse por tudo que é humano, ou, mais ainda, por tudo o que existe e faz parte da vida geral ::
e ter o comer, a comida por perto, me ajuda, fiquei assim pensando ao ver o paliteiro sobre o balcão da marmitaria ::
ah, se ajuda, kkkkkkkkk, eu ri, por ninguém sequer suspeitar dessa minha arma escondido
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