uma teologia que envolve estudar reações químicas :: não é surpreendente? ::
ora, eu vou através dos alimentos, milhares de elementos agrupados em corpos, me transportar, numa fusão de corpos,
meu sorriso, reconhecível, entre milhares de elementos, misturado, como poeira dos corpos, gordura, hímen,
sêmen, ectoplasma, andrógino :: yin, yan, região de carboidratos moles, combustão, fogo, eróticos enlaces pirotécnicos-tecnológicos ::
orgânicos :: cadenciado como massa flutuante, farinha, erótico :: cheiro de flor, riscado, hominizado, orixá erótico, perto do
vale da comunhão com origens óbvias de toda a matéria óbvia viva ::
esfregar-se na terra, união onírica em um distante casamento :: habitar aluviões, sentir seu querer íntimo, a propriedade inteira de sua obsessão, quiçá seu cósmico martírio :: as pedras, os lugares pequenos, como rebentos de meu auscultar poderoso :: a vossoroca, a greta, o trabalho, a canga para um boi como eu, mítico, vassalo ::
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> serpente
A serpente, em algumas culturas indígenas, desempenha, dessa forma, o papel de símbolo, é como um instrumento de orientação desses povos, que, para Warburg, situam-se em um meio termo, entre a magia e o logos, em um estado de hibridez e transição. “Entre a cultura do toque e a do pensamento há a cultura da conexão simbólica [...]” (WARBURG, 2005, p. 16).

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